Cuidados com o uso de substâncias “naturais”utilizadas para tratamento de sintomas digestivos: temperos ervas medicinais, etc… Riscos de interações medicamentosas e a importância do acompanhamento médico.

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Introdução

O uso de plantas medicinais e substâncias naturais tem crescido significativamente em todo o mundo, impulsionado pela busca por tratamentos mais “naturais” e pela insatisfação com os efeitos colaterais de medicamentos convencionais. Estima-se que aproximadamente 80% da população mundial utilize alguma forma de medicina herbal, dependendo do contexto cultural e geográfico .

Embora essas substâncias sejam frequentemente percebidas como inofensivas por serem “naturais”, esta premissa é perigosa e carece de fundamento científico. Ervas medicinais contêm compostos bioativos com propriedades farmacológicas potentes e, como qualquer substância com atividade biológica, apresentam riscos de efeitos adversos, contraindicações e interações medicamentosas potencialmente graves .

O presente texto tem por objetivo conscientizar sobre os cuidados necessários no uso de substâncias à base de ervas medicinais, destacando os riscos de interações medicamentosas, a importância do acompanhamento médico para definição do tempo de uso e dose adequados, e a necessidade de vigilância quanto aos efeitos colaterais, utilizando como exemplos a berberina, canela, gengibre, menta, cúrcuma, semente de erva-doce, vinagre de maçã e goldenseal root.

Mecanismos de Interações entre Ervas e Medicamentos

As interações entre ervas medicinais e medicamentos convencionais podem ocorrer por dois mecanismos principais:

1. Interações farmacocinéticas: ocorrem quando a erva altera a absorção, distribuição, metabolismo ou excreção do medicamento. O principal mecanismo envolve a modulação das enzimas do citocromo P450 (CYP450), responsáveis pelo metabolismo de aproximadamente 75% dos medicamentos disponíveis .

2. Interações farmacodinâmicas: ocorrem quando a erva potencializa ou antagoniza o efeito do medicamento no organismo, sem alterar suas concentrações plasmáticas .

A modulação das enzimas CYP450 pode ocorrer por inibição ou indução. A inibição enzimática reduz o metabolismo do fármaco, aumentando suas concentrações plasmáticas e o risco de toxicidade. A indução enzimática acelera o metabolismo, reduzindo a eficácia terapêutica do medicamento .

Análise de Substâncias Específicas

 1. Berberina

Origem e usos comuns: A berberina é um alcaloide encontrado em diversas plantas, incluindo Berberis vulgaris (bérberis), goldenseal (Hydrastis canadensis) e coptis. É amplamente utilizada para controle glicêmico, dislipidemia, síndrome do intestino irritável (SIBO) e infecções.

Mecanismos de interação: Estudos demonstram que a berberina inibe significativamente as enzimas CYP2D6 e CYP3A4, duas das mais importantes isoformas do citocromo P450 . A CYP3A4 é responsável pelo metabolismo de mais de 50% dos medicamentos disponíveis, enquanto a CYP2D6 metaboliza cerca de 25% dos fármacos, incluindo antiarrítmicos, antipsicóticos, betabloqueadores e opioides .

Interações documentadas:

– Ciclosporina: um estudo com 104 pacientes transplantados demonstrou que a berberina aumentou substancialmente os níveis sanguíneos de ciclosporina, um imunossupressor com janela terapêutica estreita .

– Losartana: a coadministração com berberina dobrou a razão urinária entre losartana e seu metabólito ativo, indicando inibição da CYP2C9 .

– Anticoagulantes: a inibição da CYP2C9 pela berberina pode aumentar a resposta à varfarina, elevando o risco de sangramentos .

Riscos adicionais: A berberina também pode interferir na atividade da glicoproteína-P (P-gp), um transportador de efluxo que afeta a absorção e eliminação de diversos fármacos .

Recomendação: O uso de berberina requer supervisão médica rigorosa, especialmente em pacientes em uso de anticoagulantes, imunossupressores, antiarrítmicos ou antipsicóticos. A dose deve ser individualizada, geralmente entre 500 e 1500 mg/dia, dividida em 2 a 3 tomadas, e o tempo de uso deve ser definido conforme o objetivo terapêutico.

2. Canela (Cinnamomum spp.)

Origem e usos comuns: A canela é amplamente utilizada como tempero e suplemento para controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2, além de propriedades anti-inflamatórias.

Efeitos colaterais documentados: Um relato de caso publicado descreveu uma paciente de 73 anos que desenvolveu hepatite aguda após uma semana de uso de suplementos de canela em associação com estatina . A investigação revelou que a combinação canela-estatina foi a causa provável da hepatite, que se resolveu após a suspensão dos suplementos.

Mecanismo de toxicidade: A canela contém cumarina, um composto que, em altas concentrações, pode causar hepatotoxicidade. O risco é particularmente elevado quando associada a outros fármacos hepatotóxicos, como estatinas, paracetamol em altas doses ou álcool .

Interações adicionais: A canela cassia (*Cinnamomum cassia*), a mais comum em suplementos, pode potencializar o efeito de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, aumentando o risco de sangramentos .

Recomendação: Pacientes em uso de estatinas, anticoagulantes ou com doença hepática pré-existente devem evitar suplementos de canela em altas doses ou utilizá-los apenas sob rigorosa supervisão médica. A forma mais segura é o uso culinário moderado.

3. Gengibre (Zingiber officinale)

Origem e usos comuns: O gengibre é utilizado para náuseas, cinetose, distúrbios digestivos e como anti-inflamatório natural.

Interações medicamentosas: O gengibre possui propriedades antiagregantes plaquetárias, ou seja, reduz a capacidade de coagulação sanguínea. Quando associado a anticoagulantes (varfarina) ou antiagregantes (aspirina, clopidogrel), o efeito anticoagulante é potencializado, aumentando significativamente o risco de sangramentos, hematomas e hemorragias .

Contraindicações:

– Distúrbios hemorrágicos: pacientes com histórico de sangramentos devem evitar altas doses.

– Cálculos biliares: o gengibre aumenta a produção de bile, podendo desencadear crises dolorosas em pacientes com colelitíase .

– Procedimentos cirúrgicos: recomenda-se suspender o uso de gengibre pelo menos duas semanas antes de qualquer cirurgia ou procedimento odontológico .

Recomendação: O uso de gengibre em doses terapêuticas (acima do uso culinário) deve ser comunicado ao médico, especialmente em pacientes em uso de anticoagulantes ou com programação cirúrgica.

4. Menta (Mentha x piperita)

Origem e usos comuns: A menta é amplamente utilizada para distúrbios digestivos, síndrome do intestino irritável e aromaterapia.

Potencial de interações: Estudos laboratoriais e em animais sugerem que a menta pode inibir diversas isoformas do citocromo P450, incluindo CYP2C9, CYP3A4, CYP2C19 e CYP1A2 . Embora esses achados ainda não tenham sido consistentemente confirmados em estudos humanos, existe um potencial teórico de interação com medicamentos metabolizados por essas vias.

Considerações: A probabilidade de interações clinicamente significativas com o uso culinário ou em chás é baixa, mas pode ser relevante com o uso de óleo essencial concentrado ou extratos em altas doses .

Recomendação: O uso de concentrados de menta deve ser informado ao médico, especialmente em pacientes em uso de medicamentos com janela terapêutica estreita, como varfarina, antiepilépticos ou alguns antiarrítmicos.

 5. Cúrcuma (Curcuma longa) / Curcumina

Origem e usos comuns: A cúrcuma é utilizada como anti-inflamatório, antioxidante e para saúde digestiva. Seu princípio ativo, a curcumina, tem sido amplamente estudado por seus benefícios potenciais.

Interação com ferro: Estudo recente publicado em 2025 demonstrou que a curcumina, especialmente em sua forma nativa não formulada, pode quelar (sequestrar) o ferro, reduzindo sua absorção intestinal . Em contrapartida, a curcumina formulada (com sistemas de liberação que aumentam sua biodisponibilidade) mostrou-se capaz de incrementar os níveis de ferritina em 160,5% quando combinada com ferro, além de proteger contra a lesão da barreira intestinal induzida pelo ferro .

Mecanismo de proteção: A curcumina protege contra o dano oxidativo causado pelo ferro livre no intestino, reduzindo a permeabilidade intestinal (síndrome do intestino permeável) e potencialmente melhorando a tolerância à suplementação de ferro .

Interações adicionais: Assim como a berberina, a curcumina também pode modular enzimas do citocromo P450, embora com menor potência.

Recomendação: Pacientes com anemia ferropriva em uso de suplementos de ferro devem ter cautela ao associar curcumina, especialmente na forma nativa. A forma formulada pode ser mais segura e até benéfica, mas a orientação médica é essencial para monitorar os níveis de ferritina e hemoglobina.

 6. Semente de Erva-Doce (Foeniculum vulgare)

Origem e usos comuns: A erva-doce é tradicionalmente utilizada para cólicas, distúrbios digestivos, e como galactagogo (estimulante da produção de leite).

Interações e contraindicações:

– Anticoagulantes: a erva-doce pode retardar a coagulação sanguínea, potencializando o efeito de anticoagulantes como varfarina e aumentando o risco de sangramentos .

– Hormônios e anticoncepcionais: a erva-doce possui efeitos estrogênicos e pode interferir com anticoncepcionais orais e terapias hormonais. Em pacientes com condições hormônio-sensíveis (câncer de mama, endometriose, miomas), o uso deve ser evitado .

– Ciprofloxacino: a erva-doce pode reduzir a absorção desse antibiótico. Recomenda-se espaçar a ingestão em pelo menos uma hora .

– Tamoxifeno: pode reduzir a eficácia deste medicamento utilizado no tratamento do câncer de mama .

Efeitos adversos: Raros, mas incluem desconforto gástrico e, em casos isolados, crises convulsivas .

Recomendação: Gestantes devem evitar o uso regular, pois há associação com parto prematuro. Lactantes devem ter cautela, pois há relatos de lesões neurológicas em lactentes expostos via leite materno .

 7. Vinagre de Maçã

Origem e usos comuns: O vinagre de maçã é amplamente utilizado para controle glicêmico, perda de peso e saúde digestiva.

Principais interações medicamentosas :

| Classe Medicamentosa | Exemplos | Risco da Interação |

| Antidiabéticos (insulina, metformina, sulfonilureias) | Insulina, metformina, glibenclamida | Hipotensão (nível muito baixo de potássio) e hipoglicemia severa |

| Diuréticos | Furosemida, hidroclorotiazida | Potencialização da hipocalemia, risco de arritmias |

| Inibidores da ECA e BRA | Ramipril, losartana | Alteração do equilíbrio eletrolítico |

| Digoxina | Digoxina | Aumento do risco de toxicidade digitálica devido à hipocalemia |

| Laxativos estimulantes | Bisacodil | Potencialização da hipocalemia |

Recomendação: O uso de vinagre de maçã em quantidades culinárias (pequenas porções em saladas) é geralmente seguro. No entanto, suplementos concentrados ou consumo excessivo regular devem ser evitados ou utilizados apenas com supervisão médica, especialmente em pacientes em uso dos medicamentos acima .

8. Goldenseal Root (Hydrastis canadensis)

Origem e usos comuns: Goldenseal é uma planta nativa da América do Norte, tradicionalmente utilizada para infecções, inflamações e como imunomodulador. Seus principais alcaloides são a berberina e a hidrastina.

Potencial de interações: Goldenseal é um dos poucos produtos fitoterápicos com evidências clínicas robustas de interações medicamentosas significativas . Demonstrou-se que:

– Inibição da CYP3A4: estudos farmacocinéticos com midazolam e ciclosporina confirmaram inibição significativa desta isoforma, com potencial para interagir com dezenas de fármacos .

– Inibição da CYP2D6: estudos com debrisoquina e dextrometorfano confirmaram inibição da CYP2D6, afetando o metabolismo de antiarrítmicos, antipsicóticos, betabloqueadores e a ativação de pró-fármacos como codeína e tamoxifeno .

– Inibição da CYP2C9: evidências sugestivas de inibição, com potencial para aumentar o efeito da varfarina e de hipoglicemiantes orais .

Interaçãocom ciclosporina: um estudo controlado com 104 pacientes transplantados demonstrou que goldenseal (como berberina) produziu aumentos substanciais nos níveis de ciclosporina, com risco de nefrotoxicidade .

Recomendação: Goldenseal deve ser utilizado apenas sob rigorosa supervisão médica. Pacientes em uso de anticoagulantes, imunossupressores, antiarrítmicos, antipsicóticos ou tamoxifeno devem evitar o produto devido ao alto risco de interações clinicamente significativas.

Quadro Resumo: Principais Interações e Cuidados

| Substância | Principal Mecanismo de Interação | Medicamentos com Risco | Efeitos Colaterais Relevantes |

| Berberina | Inibição CYP2D6, CYP3A4, CYP2C9 | Ciclosporina, varfarina, losartana, antiarrítmicos | Gastrointestinais (constipação/diarreia) |

| Canela | Hepatotoxicidade (cumarina); potencialização de anticoagulantes | Estatinas, paracetamol, varfarina | Hepatite, sangramentos |

| Gengibre*| Antiagregante plaquetário | Varfarina, aspirina, clopidogrel | Sangramentos, crises biliares |

| Menta | Inibição CYP (teórica) | Varfarina, antiepilépticos (potencial) | Baixa toxicidade em doses habituais |

| Cúrcuma*| Quelação de ferro; modulação CYP | Suplementos de ferro, anticoagulantes | Redução da absorção de ferro; sangramentos |

| Erva-doce | Efeito estrogênico; antiagregante | Anticoncepcionais, tamoxifeno, varfarina | Interferência hormonal; sangramentos |

| Vinagre de Maçã| Hipocalemia; hipoglicemia | Insulina, diuréticos, digoxina | Hipotensão, hipoglicemia, arritmias |

| Goldenseal | Inibição CYP3A4, CYP2D6, CYP2C9 | Ciclosporina, varfarina, tamoxifeno, antiarrítmicos | Elevação de níveis de fármacos, sangramentos |

Riscos Adicionais e Efeitos Colaterais Independentes de Interações

Além das interações medicamentosas, as substâncias à base de ervas podem causar efeitos adversos independentes, especialmente quando utilizadas em altas doses ou por períodos prolongados:

– Hepatotoxicidade: canela (cumarina), goldenseal (em altas doses) .

– Nefrotoxicidade: goldenseal quando associado a ciclosporina .

– Distúrbios eletrolíticos: vinagre de maçã (hipocalemia), alcaçuz (pseudohiperaldosteronismo) .

– Fotossensibilidade: erva-doce pode aumentar a sensibilidade à luz solar .

– Efeitos gastrointestinais: berberina, cúrcuma, menta podem causar náuseas, diarreia ou constipação, dependendo da dose .

 A Importância do Acompanhamento Médico

Diante dos riscos descritos, o acompanhamento médico torna-se indispensável para o uso seguro de substâncias à base de ervas medicinais. Os principais aspectos que devem ser supervisionados por um profissional de saúde são:

1. Definição da Dose Adequada

Não existe dose única segura para substâncias fitoterápicas. A dose apropriada varia conforme:

– A condição clínica a ser tratada

– O peso e idade do paciente

– A presença de comorbidades

– O uso concomitante de outros medicamentos

– A forma farmacêutica (extrato seco, tintura, óleo essencial, chá)

2. Determinação do Tempo de Uso

O uso prolongado de substâncias fitoterápicas não é isento de riscos. Algumas ervas podem causar toxicidade cumulativa (como a canela) ou efeitos adversos tardios. O médico deve definir a duração do tratamento com base na resposta clínica e na segurança.

3. Monitoramento de Efeitos Colaterais

Exames laboratoriais podem ser necessários para monitorar:

– Função hepática (especialmente com canela, goldenseal)

– Função renal (com goldenseal em associação a imunossupressores)

– Níveis de eletrólitos (com vinagre de maçã, especialmente em uso de diuréticos)

– Glicemia e hemoglobina glicada (com substâncias que alteram a glicemia)

 4. Avaliação de Interações

O médico deve realizar uma revisão completa de todos os medicamentos e suplementos utilizados pelo paciente para identificar potenciais interações antes da prescrição.

5. Acompanhamento de Grupos de Risco

Grupos populacionais que exigem cuidados especiais incluem:

– Gestantes e lactantes (muitas ervas são contraindicadas ou têm dados insuficientes de segurança)

– Crianças e idosos

– Pacientes com doenças hepáticas ou renais crônicas

– Pacientes em uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia)

– Pacientes com distúrbios hemorrágicos ou em uso de anticoagulantes

 Desafios na Comunicação entre Pacientes e Profissionais

Estudos demonstram que apenas 23 a 37% dos usuários de produtos fitoterápicos informam seus médicos sobre o uso dessas substâncias . As barreiras incluem:

– A percepção errônea de que “natural” é sinônimo de “seguro”

– Receio de julgamento por parte do profissional

– Falta de questionamento sistemático pelo médico sobre o uso de suplementos

Recomendação: Pacientes devem sempre informar seus médicos sobre todas as substâncias que utilizam, incluindo chás, suplementos e produtos fitoterápicos. Médicos devem incluir essa questão na anamnese de rotina.

 Conclusão

O uso de substâncias à base de ervas medicinais, embora possa oferecer benefícios terapêuticos, não é isento de riscos. Berberina, canela, gengibre, menta, cúrcuma, erva-doce, vinagre de maçã e goldenseal são exemplos de produtos com propriedades farmacológicas potentes e capacidade de interagir com medicamentos convencionais, podendo causar desde redução da eficácia terapêutica até eventos adversos graves como sangramentos, hepatite, arritmias cardíacas e toxicidade medicamentosa.

A prescrição e o uso dessas substâncias devem ser realizados sob rigoroso acompanhamento médico, que determinará a dose adequada, o tempo de uso necessário, monitorará os efeitos colaterais e avaliará potenciais interações com outros medicamentos. A automedicação com produtos fitoterápicos representa um risco significativo à segurança do paciente e deve ser evitada.

A comunicação aberta entre pacientes e profissionais de saúde é fundamental para garantir o uso seguro dessas substâncias, permitindo que os benefícios potenciais sejam alcançados sem exposição a riscos desnecessários.

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Dr. Oswaldo W. Marques Jr.

Cirurgia do Aparelho Digestivo – Proctologista

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